Cada advogado sabe a dor e a delícia da profissão

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Entre todas as profissões que podemos encontrar na sociedade, possivelmente a de advogado seja a que mais exige do profissional que a ela se dedica.

Enquanto um administrador de empresas, por exemplo, deve cuidar dos assuntos econômicos e financeiros da empresa, seu envolvimento está voltado para números, controles, planejamento. Para um médico, o envolvimento é com a busca da cura para os pacientes. Para um engenheiro, com as melhores e mais seguras formas de desenvolver um projeto. Para um psicólogo ou um psiquiatra, a busca de soluções para seu paciente.

Praticamente nenhuma outra profissão envolve questões que interferem o lado moral e ético da sociedade. O advogado, muitas vezes, obriga-se a cuidar de casos extremamente difíceis, podendo fazer com que se torne um herói ou um vilão perante a sociedade, mas sua responsabilidade com seus clientes o obriga a seguir o que determina a legislação: advogar é analisar o problema apresentado e buscar a melhor solução, encontrando os meios para defender o seu cliente.

Em primeira instância, o advogado sempre precisa estar ciente de que pode não estar defendendo uma pessoa inocente, ou pode estar envolvido num caso que, dependendo de sua finalização, irá prejudicar pessoas que não são culpadas.

São casos em que o advogado irá ser considerado um profissional sem ética, preocupado apenas em ganhar dinheiro, embora seja um problema que deve ser enfrentado durante o exercício da profissão, mesmo porque ninguém pode enfrentar um processo sem a presença de um advogado.

A profissão de advogado também tem os seus benefícios, quando luta por casos em que, com poucas chances e possibilidades, consegue provar a ausência de culpa e presta um bom serviço não só ao seu cliente, mas à sociedade como um todo.

Olhando pelo lado emocional, o advogado, então, é um profissional que deve estar suficientemente preparado para deixar de lado todas as suas emoções, crenças e conceitos ao defender uma pessoa: a busca deve ser pela defesa, mesmo que seu cliente seja culpado e, se tiver meios para isso, é de sua responsabilidade livrar o cliente da acusação.

Os prós e os contras no exercício da advocacia

Ao lado do fator ético, a profissão de advogado, quando vista por um ângulo totalmente prático, também apresenta prós e contras:

Um ponto contra é a concorrência no mercado de trabalho, que anda em alta, tanto para quem quer exercer a advocacia quanto para quem pretende uma vaga no serviço público e, a favor, é exatamente o serviço público, que sempre oferece boas colocações e uma remuneração maior do que o mercado.

Para um advogado em início de carreira pode ocorrer grande decepção, ao ter que conviver com casos de abuso de autoridade ou de crimes que se mostram inimputáveis, mesmo com toda a investigação, mas também pode encontrar grandes vitórias em casos que pareciam perdidos.

Assim, para um jovem advogado, é preciso entender que a profissão não apresenta somente condições de poder e de presença marcante na sociedade. Trata-se de uma profissão que exige muita consciência e ainda maior responsabilidade, principalmente, porque a sociedade precisa de profissionais que possam mostrar que a ética e a moral devem ser preponderantes.

E para você? Quais são as dores e delícias da advocacia?

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