Nova lei do farol baixo: o que você precisa saber

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Desde o dia 8 de julho, os motoristas que circulam em rodovias, inclusive as que passam por trechos urbanos e em túneis que tenham iluminação, são obrigados a manter os faróis de luz baixa acesos. Essa é a determinação da nova lei do farol baixo.

O descumprimento da medida é considerado como infração média, tendo multa de R$ 85,13 e perda de 4 pontos na Carteira de Habilitação.

Qual é o problema da lei do farol baixo?

O grande problema da lei dos faróis é que ela determina que o condutor deve manter os faróis do veículo acesos, utilizando a luz baixa, ignorando uma solução muito mais moderna e eficaz, denominada DRL, ou Daytime Running Lamp/Light, que é o farol de circulação diurna.

O farol de circulação diurna são lâmpadas que se acendem sempre que se liga o carro, mesmo de dia e de farol apagado. É possível utilizar lâmpadas halógenas fracas ou conjunto e LEDS, oferecendo como principal função a segurança para o motorista.

A DRL, atualmente, está disponível em praticamente todos os modelos de carros e são aplicadas com resultados satisfatórios em países europeus. Na Finlândia, por exemplo, onde nasceu a ideia, a DRL era obrigatória no inverno, quando o país tem o tempo mais nublado e pouca incidência de luz solar durante o dia. Para aumentar a segurança, o governo determinou uso desse conjunto de luzes auxiliar.

A ideia deu certo e a Finlândia adotou o mesmo esquema no verão, em todas as vias do país, sendo seguido pela Suécia e depois pela Noruega. Em 2011, toda a Comunidade Europeia já tinha adotado o mesmo sistema.

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Resultados do uso da DRL

As pesquisas feitas na Europa mostraram que o uso da DRL apontou redução no total de acidentes de trânsito em torno de 10 a 20% com o uso da luz diurna, mas, nos Estados Unidos, os resultados não foram tão significativos.

Utilizar os faróis normais com luz baixa durante o dia, pelo contrário, teve a constatação de reduzir a durabilidade das lâmpadas e aumentar o consumo de combustível usado pelos veículos, aumentando, em consequência, também a poluição.

No caso de utilização da DRL, o carro gasta bem menos combustível e as lâmpadas duram mais.

A conclusão sobre todos os estudos, chegaram a algumas conclusões, como destacamos a seguir:

  • Embora o uso do farol baixo durante o dia aumente a visibilidade dos demais veículos e a segurança, de uma forma geral, também prejudica a visibilidade de outras luzes do veículo, que são importantes, como as setas e luzes de freio, além de aumentar o consumo de combustível.
  • As luzes de circulação diurna reforçam as características positivas do uso de farol durante o dia, eliminando as negativas.
  • O benefício do uso de farol baixo durante o dia ou de luz de circulação noturna é favorável tanto nas estradas quanto na cidade, onde a redução de acidentes envolvendo motos, bicicletas e pedestres é bem maior.

Diante disso, embora a lei dos faróis seja positiva, poderia ser modificada, atendendo melhor tanto a circulação dos veículos quanto a segurança no trânsito, exigindo o uso das luzes de circulação diurna, ou DRL, pelos carros que já possuem, e tornando obrigatória sua adoção pelos carros novos.

E você, o que pensa sobre a nova lei? Deixe aqui seu comentário.

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