Ficar pouco tempo em uma empresa é um problema?

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Se você está no início da carreira e está permanecendo pouco tempo nas empresas, esse fato pode ser considerado como uma etapa necessária na vida profissional. Porém, quando a permanência em períodos pequenos de forma constante, principalmente para quem já possui maior experiência, é algo que traz desconfiança para um novo empregador.

Os especialistas em recursos humanos estabelecem ciclos mínimos de 4 a 5 anos em cada emprego, tempo suficiente para que o profissional possa definir seu futuro, ou seja, se a empresa em que está oferece aquilo que considera necessário para sua carreira.

Quando um profissional, mesmo empregado, fica procurando novo emprego, está mostrando, em primeiro lugar, que lhe falta foco na carreira, mostrando que o profissional não sabe exatamente o que quer. Antes de qualquer coisa, está mostrando falta de autoconhecimento.

Além disso, um profissional que não para mais tempo numa mesma empresa, pode perder chances de promoção, já que as empresas estabelecem um período de pelo menos dois anos para perceber que o profissional está consolidado e que está chegando a hora de ocupar uma posição de maior destaque.

O profissional que está em busca de ascensão deve preocupar-se em mostrar seu comprometimento dentro de uma mesma empresa e só procurar novas oportunidades quando perceber que na empresa em que trabalha não encontrará condições de crescer.

Como explicar a situação para recrutadores?

Ficar pouco tempo nas empresas traz um grande problema para o profissional. Numa entrevista de emprego, é preciso explicar ao recrutador o que o levou a trocar tantas vezes de empresa, o que é um caso praticamente impossível.

Caso um profissional tenha apenas empregos de curta duração, deve preparar uma explicação consistente, sem se limitar a questões financeiras.

O mercado de trabalho pode até ver com bons olhos os períodos curtos no início de carreira, mas, para profissionais experientes, essas mudanças são sempre analisadas com ressalvas.

A mudança constante de empregos mostra que o profissional não tem maturidade, não consegue criar raízes em nenhum lugar e, certamente, diante disso, um recrutador vai pensar duas vezes antes de contratar esse profissional.

1 comentário


  1. Nem todo mundo ama essa prisão corporativa em que vivemos. Muitos, com eu, trabalham apenas porque dinheiro é um mal necessário. Mais que isso, antes de ser um funcionário, um “produto” a ser vendido, uma peça da empresa, a pessoa é um ser humano que tem sede de mudança e o direito de ir e vir. Se isso “pega bem” ou não aí é uma questão de padrões…e padrões não faltam na nossa sociedade que fabrica stress, materialismo e não vive como merece viver. Não digo para todo mundo ter minha visão hippie da vida mas que enxerguem que uma coisa é trabalhar para viver e outra é viver para trabalhar. Nem todo mundo tem uma visão comercial da vida e “maturidade” é associada ao lucro que damos, as tradições que herdamos sem pedir…mas há quem tenha coragem de ir contra a maré da tão querida “normalidade”.

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