De Westeros para o Direito: protagonistas de Game of Thrones utilizam conceitos para formação de bons advogados

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Recentemente, a sexta temporada de Game of Thrones chegou ao fim quebrando recordes e deixando saudades em seus milhões de fãs. Mas, o mundo fantástico criado pelo escritor George R. R. Martin também pode ensinar valiosas lições para quem está começando o curso de Direito ou pretende prestar vestibular para essa área.

Em meio às alianças e traições para conquistar o Trono de Ferro, os personagens de Westeros fazem uso de estratégias bastante semelhantes à realidade de quem deseja fazer carreira na advocacia.

1. Daenerys Targaryen

Quem deseja se tornar um advogado trabalhista de qualidade deve prestar muita atenção em toda a jornada de Daenerys Targaryen ao longo de seu reinado em Meereen. A única Targaryen legítima, antes de entrar na disputa pelo Trono, tomou para si a missão de acabar com o “sistema de trabalho” da Baia dos Escravos.

Ao conquistar a região, a primeira atitude da nova rainha foi acabar com a escravidão, dar voz aos antigos cativos e tentar implantar um novo modelo de mão de obra. Apesar da turbulenta relação com os “Antigos Mestres”, Daenerys conseguiu manter, por um bom tempo, certo tipo de “acerto trabalhista” em que o antigo escravo poderia ser “recontratado” por seu Mestre por um ano, se assim desejasse.

Ela também trouxe um dos antigos cativos para ser seu conselheiro e um representante de toda a classe, além de criar centros para receber os novos trabalhadores até que pudessem se sustentar por conta própria.

2. Tyrion Lannister

Se existe em Westeros um exemplo de que o conhecimento e um excelente poder de oratória podem ser determinantes para definir o sucesso de alguém esse é Tyrion Lannister. Mesmo desprezado por ser um anão, Tyrion é extremamente inteligente, um leitor assíduo e bastante perspicaz quando necessita convencer uma pessoa ou uma multidão.

O personagem é famoso pelas cenas com diálogos poderosos e impactantes. Atuando como uma espécie de consultor do Rei Joffrey em Westeros e, posteriormente, de Daenerys Targaryen em Meereen, ele costurou importantes acordos utilizando seu poder de persuasão. Basicamente, Tyrion tinha a capacidade de achar alternativas satisfatórias para todos os envolvidos na maioria das ocasiões.

3. Jon Snow

O exemplo de lealdade, ética e honestidade de Jon Snow são de berço. Oficialmente o filho ilegítimo de Ned Stark, Jon sempre apresentou uma postura correta, coerente e honrada. A partir disso, ele conseguiu se destacar em um cenário desfavorável como a Patrulha da Noite e se transformou no “Senhor Comandante”, principal líder dos vigilantes de Westeros. Conquistando a admiração espontânea de aliados e antigos adversários, Jon Snow pode servir de modelo para quem deseja ser um líder e não apenas um chefe.

Se o objetivo do futuro advogado é contar com uma equipe, abrir um escritório ou mesmo assumir uma posição de destaque, a postura de líder deve ser sempre para contribuir e estimular seus colaboradores. Mesmo em situações críticas o líder sabe tirar o melhor de cada um para superar a turbulência, algo que Jon Snow conseguiu realizar no decorrer da última temporada.

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1 comentário


  1. Perfeito! Mas tenho dois contrapontos: Daenerys teve que agir com força e impor a Justiça, pois lutava contra algo que os humanos têm em seus genes, o instinto de se manter no poder, de dominar, de manter privilégios, de controlar e “escravizar” os mais fracos. Seus argumentos não foram suficientes para trazer sensatez aos Mestres antigos. O ser humano nem sempre quer se compor e chegar a uma solução mais equânime diante de um conflito, aflora o egoísmo e o que se quer no fim das contas, é manter a vantagem sem ponderar o tamanho do prejuízo que irá causar aos demais. Cabe ao advogado ter esse senso de Justiça e passá-lo ao cliente, somos os 1os juízes de nossas causas e temos o dever de não alimentar esse egoísmo. Não se pode querer tudo e muito menos a qualquer preço. Vencer é chegar a uma solução rápida e proporcional, não esfolar a outra parte.
    Jon Snow foi morto por querer trazer mudanças, por tentar transpor velhas inimizades, por tentar transformar vingança em união. Os processos são pessoais para as partes, muitas vezes alimentados por rancor e voltados para a vingança. É importante o advogado não partilhar desse sentimento do cliente e mais, tentar suprimir no cliente esse ímpeto, caso contrário a solução será sempre diferida no tempo. Muitas vezes o advogado toma o processo como seu, aí coloca seu ego acima do objetivo principal que é chegar a uma boa solução, é o que chamamos de amor à causa.

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