Deselegante! O que você não pode fazer como correspondente jurídico?

Tempo de leitura: 3 minutos

O correspondente jurídico é um profissional cada vez mais requisitado no mercado jurídico. Este fato se dá principalmente em virtude da globalização, quando existem demandas de escritórios de outras jurisdições e comarcas, exigindo agilidade nos processos com menor custo para os escritórios e para os clientes.

Com essa nova realidade, o correspondente jurídico é aquele que deve prestar os serviços da melhor forma possível, resolvendo as pendências como se fosse o próprio advogado responsável pelo processo.

A atividade, quando feita dentro dos padrões exigidos, com a necessária presteza, sem perda de prazo e com custos dentro dos padrões exigidos pela função, tem sido de grande sucesso no meio jurídico, trazendo excelentes resultados para os advogados, principalmente os mais novos, que começam em sua carreira.

Para um advogado iniciante é a atividade mais satisfatória, já que possibilita ganhar experiência em seu meio, tendo um rápido retorno financeiro, criando um nome de referência no meio jurídico e gerando uma melhor receita para o início da vida profissional.

O que o correspondente jurídico não pode fazer?

Com a responsabilidade de conduzir um processo de um escritório distante geograficamente, o correspondente jurídico não pode, de forma alguma, criar situações que possam afetar o escritório que o contratou.

Assim, em primeiro lugar, o correspondente jurídico não pode deixar de dar a devida atenção a todos os detalhes de cada processo, documentando todos os tratados e acordos firmados com seu contratante, respondendo prontamente às solicitações e mantendo os meios de comunicação eletrônica como ferramenta para apresentar-se sempre como eficiente.

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O correspondente jurídico também não pode deixar de avaliar todos os processos e manter-se a par do assunto tratado, esclarecendo todas as dúvidas que possam surgir. É preciso lembrar-se que cada caso é um caso diferente, que exige a mesma atenção daquela prestada a um cliente que o busca em seu escritório.

O correspondente jurídico não pode deixar de buscar o êxito em sua empreitada, embasando-a com os documentos necessários, mostrando ao seu contratante sua preocupação com o processo. Sucesso não se faz com displicência e a atenção dedicada a qualquer diligência pode definir os rumos de um processo.

Para um correspondente jurídico a ganância também não é boa companheira. Cobrar o preço justo, com todos os custos detalhados, mostrando ao contratante uma planilha bem delineada, só poderá render novos negócios no futuro.

No trabalho de correspondente jurídico, o advogado deve ainda procurar saber mais a respeito de seu contratante, interessando-se pelo trabalho desenvolvido e mostrando o seu interesse na condução dos processos, estabelecendo assim um relacionamento mais firme, projetando novas negociações e continuidade desse relacionamento.

São procedimentos fáceis de serem seguidos, evitando atrasos, conduzindo o processo como se fosse de um cliente físico, que irão fazer do correspondente jurídico uma referência em seu meio.

Podemos ressaltar ainda que, quando age da forma correta, o correspondente jurídico pode ser indicado para novos trabalhos. Afinal, competência é algo necessário no meio jurídico.

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14 Comentários


  1. Bom dia! Concordo com os comentários do colegas, pois apesar de receber inúmeras solicitações e indicar o preço que razoável com o indicado pela OAB, não recebi contratação para nenhuma diligencia. Acredito que, infelizmente, alguns colegas estão propondo valores irrisórios, o que dificulta a concorrência e denigre a profissão. Sugiro aos colegas que repensem no momento de realizar a proposta de honorários para indicarem preços justos com o objetivo de fazer jus a nossa profissão e aos serviços prestados. Lembrando que na maioria das vezes a solicitação de contratação ocorre por escritórios de advocacia que necessitam dos serviços de correspondentes e não pelo cliente diretamente, ou seja, são próprios colegas contratando e nos correspondentes sugerindo preços medíocres!!!

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    1. Erika, também estou com o mesmo problema que você. Contratantes que queria pagar apenas R$ 20,00 para diligência de extração de cópias, bem como audiências de conciliação no valor de R$ 100,00 para ser dividido entre advogado e preposto. Realmente é o cúmulo. Eu não assino mais o serviço deste site. O site tem um layout espetacular e uma forma de montar o perfil bem elegante e intuitiva. Porém deixa a desejar quando implementa a forma de buscar serviços de Correspondentes. Pois quando lança o serviço, os nossos colegas correm e começam a dar seus valores e imagino que vira uma espécie de leilão, na qual o contratante vai querer aquele que fará por um menor valor. Realmente é decepcionante. Pelo menos no Migalhas, onde também sou cadastrado há essas pessoas sanguessugas, porém lá é mais difícil de fazer leilão, pois tem que entrar em contato com cada advogado para ir olhando o valor das diligências. Eu já consegui fazer diligência por lá por valor realmente compatível. Mas aqui, nunca peguei nenhuma, e as oportunidades que apareceram, não pagava nem a mensalidade do serviço do site.

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  2. Ótimas dicas.
    Eu até estava motivada em me cadastrar e ser correspondente. Já ouvi várias críticas severas de conhecidos que participaram realizaram o trabalho e não receberam. Ou ainda a questão do aviltamento, que desvaloriza a profissão.
    Uma pena para aos que da mesma forma que eu, viam uma maneira de inserir no mercado de trabalho de forma “independente”, torna-se um ponto de incerteza.
    Parabéns ao site em não retirar o registro de insatisfação de alguns.
    Foi muito produtivo e verdadeiro.

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  3. GOSTARIA DE LEMBRAR DUAS COISAS.
    OS VALORES QUE SÃO IRRISÓRIOS, DESMERECENDO ASSIM A CLASSE.
    E OS ESCRITÓRIOS CONTRATANTES QUE DÃO CALOTES NOS CORRESPONDENTES.
    O CORRESPONDENTE EXECUTA O SERVIÇO COM EXATIDÃO NAQUILO QUE FOI ORIENTADO, ENTRETANTO NÃO RECEBE O QUE MERECE E MUITAS DAS VEZES NEM O QUE FOI ACORDADO. ESTOU DEIXANDO DE SER CORRESPONDENTE PELA MÁ-FÉ DE MUITOS ESCRITÓRIOS QUE CONTRATAM E DEPOIS TE TRATAM COMO NINGUÉM.
    GOSTARIA ATÉ DE CITAR VÁRIOS GRUPOS QUE SÃO DESONESTOS PARA ALERTAR OS AMIGOS CORRESPONDENTES. TODAVIA POR QUESTÃO DE ÉTICA NÃO O FAREI.

    GRATO PELO ESPAÇO.

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    1. Concordo com o Dr., infelizmente existem muitos casos de valores irrisórios, bem como escritórios que utilizam nossos serviços e posteriormente descumprem o pagamento e isso infelizmente tem se tornado um fato corriqueiro.
      Muito triste para a classe.

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      1. É COMPLICADO. ONTEM MESMO AJUIZEI UMA AÇÃO DE COBRANÇA. SÓ ASSIM PRA RECEBER.

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    2. Concordo plenamente com o colega. Eu pessoalmente tive muita dificuldade de contratação em razão do valor ínfimo praticado pelo mercado da correspondência, ao meu ver um escritório pagar R$ 40,00 para um advogado correspondente fazer uma audiência (como já vi muito acontecer) chega a ser um insulto à classe. Sem falar nos contratantes caloteiros… atualmente estou com uma situação dessas em que prestei um serviço em dezembro para um escritório de minas gerais e até hoje não vi a sombra do pagamento.

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  4. Concordo com todos os comentários dos meus colegas. Atualmente os valores praticados para realização de audiências e outras diligências são inaceitáveis. No passado contratei o serviço disponibilizado pelo jurídico Correspondente, incrível que pareça não consegui atender nenhuma diligência, teve casos de informar o valor de R$ 50,00 para realização do trabalho e ainda assim não fui selecionado.

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  5. Olá.
    Concordo com todos os pontos abordados nesta matéria, mas um aspecto muito relevante deixou de ser abordado pelo redator da mesma: trata-se do aviltamento que é praticado pelos consultores jurídicos. Há muito tempo não utilizo este mecanismo de contratação; pois, sugeri que fosse aberto um espaço de acesso público, a fim de que os colegas tomassem conhecimento do valor ofertado e cobrado em cada demanda, o que foi rechaçado incontinenti sob o pretexto de que não é praticado qualquer controle por parte da administração do site quanto aos honorários advocatícios cobrados.
    Porém, essa forma de contratação implica em prática lesiva aos interesses dos profissionais da área tendo em vista que os iniciantes acabam contratando serviços por valores irrisórios, em detrimento da participação e competição por outros profissionais que colocam seus préstimos à preços justos e equivalentes ao grau de relevância do nosso ofício cujo Estatuto e Código de Ética da OAB preveem.

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    1. Você tem razão, Lucio. Não falamos disso neste texto, mas em outras oportunidades já comentamos isso aqui no blog, pois não compactuamos também com o aviltamento na correspondência jurídica.

      Recomendamos aqui essas dicas de leitura:
      http://blog.juridicocorrespondentes.com.br/2015/03/a-importancia-de-honorarios-advocaticios-dignos.html

      http://blog.juridicocorrespondentes.com.br/2015/09/aviltamento-da-advocacia-como-agir-com-clientes-barganhadores.html

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  6. Também em respeito a classe,deveria ser taxativos os valores de contrato de serviços. Escutar proposta de 30, 50 e até 100 por acompanhamento de audiência eh desrespeito com todos advogados.

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  7. desculpa, mas chega a ser cômico. como exigir de um advogado excelência no serviço quando o contratante não se dispõe a remunerar o contratado o mínimo para cobrir a despesa.
    fiz um teste, nas últimas consultas baixei o valor de honorários de audiência para míseros RS 100,00 e pasmem, nenhum interessado. você gasta com combustível e estacionamento. Ou seja, no fim das contas não dobra nem isso para o advogado. sem menosprezar a classe, mas é menos do que cobram diaristas que nem o 2 grau tem. E perceber que muitos chegam a cobrar R$ 50,00. chega a ser humilhante. vou me descadastrar, não compensa.

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    1. Olá, Essio. Também não compactuamos com essa prática.

      Infelizmente, é algo que foge do nosso controle. Porém, o Jurídico Correspondentes fornece algumas opções para evitar isso, que o critério de contratação do solicitante seja apenas financeiro. Se precisar, deixe seus contatos aqui e nós podemos te dar algumas dicas de como impulsionar seu perfil.

      Quanto ao artigo, publicamos recentemente alguns que tratam do aviltamento. Ficam as sugestões de leitura:

      http://blog.juridicocorrespondentes.com.br/2015/03/a-importancia-de-honorarios-advocaticios-dignos.html

      http://blog.juridicocorrespondentes.com.br/2015/09/aviltamento-da-advocacia-como-agir-com-clientes-barganhadores.html

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