4 coisas que as pessoas não gostam sobre a correspondência jurídica

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A correspondência jurídica tem se tornando um serviço relevante para clientes e para escritórios de advocacia. O serviço tem proliferado na internet, com a multiplicação de sites oferecendo esse tipo de serviço, como é o caso do Jurídico Correspondentes, atendendo escritórios e advogados que possuem grande volume de processos, muitos deles localizados longe das comarcas onde atuam.

No entanto, como em qualquer outro trabalho, também na correspondência jurídica surgem alguns entraves, com atitudes, posturas e condições que fazem com que alguns escritórios desprezem o trabalho de alguns correspondentes.

Vamos analisar algumas dessas atitudes:

1. Falta de comprometimento do correspondente jurídico

Esse é o primeiro ponto e, certamente, o mais importante. Quando o correspondente jurídico aceita a obrigação, deve entender que o cliente, embora não tendo contrato direto com ele, é de sua responsabilidade e todas as ações devem ser dirigidas com a mesma diligência e cuidados de um cliente de seu escritório.

2. Cobrar muito pouco pelo seu serviço

No espaço destinado à correspondência jurídica não faltam profissionais que trabalhem por preços abaixo de qualquer limite, o que prejudica o trabalho de bons profissionais. Quando se faz um trabalho por preço baixo demais, quem sai prejudicado é o processo e o cliente, que não terá qualidade naquilo que deseja.

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3. Profissionais que acumulam correspondência jurídica

Os preços baixos cobrados por determinados profissionais fazem com que assumam número maior de compromissos do que podem, o que cria diversos problemas, como falta de cumprimento de prazos e falta de interesse pelos processos.

4. Falta de postura na correspondência jurídica

Como se trata de um serviço relativamente recente, ainda não existem regras específicas sobre a correspondência jurídica, o que faz com que muitos profissionais não atuem da forma necessária, prejudicando não somente a própria atividade, quanto sua própria postura profissional.

A correspondência jurídica é uma alternativa para profissionais complementarem sua própria renda e é uma forma rápida de adquirir experiência, culminando em uma maior eficiência da própria justiça. Justo por isso que certos cuidados devem ser tomados!

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3 Comentários


  1. Concordo com os colegas. Recebi diversas ligações para esse tipo de diligência exatamente com esse valor e até por R$ 30,00. Não aceitei. Isso é humilhante em todos os sentidos. Nem um sedex de uma cidade para outra, por mais próxima que seja, é esse valor. Quando fui fazer as contas como o colega fez, estaria eu fazendo aquele favor quando pedem: Tu pode me levar ali, eu boto a gasolina no teu carro. E o meu tempo, o estacionamento, minha anuidade e tantas outras coisas que poderiam ser calculadas na hora de propor esse tipo de indecência, ficam onde? Tudo o que compramos hoje englobam no valor: imposto, funcionário, valor do produto, lucro, etc. E ao advogado pagam uma merreca com aquela lábia de herbalife: O maior número de produto vendido é o seu sucesso! Querem transformar advogado em quê? Façam-me um favor antes de ligarem: Consultem a tabela da OAB!
    Não sou rica e nem possuo o melhor escritório da cidade, mas valorizo aquilo que consegui com muito esforço e dedicação. Para esse tipo de serviço e por esse valor não seria necessário tanto.

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  2. Com a devida vênia ao autor do artigo, mas percebo que os escritórios de advocacia querem mesmo é pagar menos pelas diligências realizadas. Uma simples conta: um correspondente que mora perto da região da Avenida Paulista, e que precisa ir até, por exemplo, ao fórum do Tatuapé ou da Barra Funda, gastará em média, 40 minutos para ir, 40 minutos para voltar, sem levar em consideração possíveis problemas com o trânsito, metrô ou outros meios de locomoção. Se for de ônibus ou metrô, gastará o valor R$3,90 para ir e R$3,90 no retorno, totalizando assim, R$7,80 – se for de carro, gastará com combustível e/ou eventual estacionamento que passará e muito esse valor. Então, levemos em consideração para o tempo de ir e voltar, mais o tempo médio de 30 minutos para realizar a diligência (sendo otimista muitas vezes), gastará o total de quase 2h e terá um custo mínimo de R$7,80 (como explicado acima). Simplesmente, ainda há escritórios que acham caro quando você cobra R$50,00 (o que até acredito que deveria ser mais) para realizar uma diligência. Talvez fosse prudente colocar o preço real ofertado por serviços de correspondente (seja advogado ou não). Eu mesmo, me sinto ofendido quando me pedem para “fazer” audiências à preços que se quer mal pagam um almoço (num restaurante simples).

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  3. O maior problema do correspondentes são os preços muito baixo, precisa conscientizar os advogados correspondentes que fazer uma audiência por $50,00 , deprecia a classe dos advogados. Pior e quem aceita que o advogado realize audiência de instrução por esse preço, é revoltante.

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