Iniciante na correspondência jurídica? Saiba o necessário para começar com sucesso

Tempo de leitura: 3 minutos

O mercado de trabalho para o advogado tem se expandido com a correspondência jurídica. Assim, de certa forma, acabou reduzindo a acirrada concorrência entre os recém-formados, embora esteja aumentando no mundo virtual.

Mesmo com a pequena redução da concorrência para advogados que estão procurando emprego em escritórios ou empresas, temos que pensar que os processos seletivos estão cada vez mais exigentes. Isso porque sempre há a procura por profissionais que conhecem a fundo o mundo jurídico, o que elimina muitos advogados recém-formados, que ainda precisam ganhar experiência.

Uma das grandes vantagens da correspondência jurídica é que, mesmo ainda no curso de Direito, o futuro advogado pode começar a trabalhar. Ele pode realizar diversas diligências e, desta forma, consegue experiência que possa lhe dar o destaque necessário no futuro.

Conseguir experiência como advogado trabalhando na correspondência jurídica, portanto, é uma das melhores oportunidades, tanto para o estudante quanto para o advogado recém-formado. Ambos podem ser inseridos no meio jurídico e conhecer, na prática, tudo aquilo que irá desempenhar no futuro, podendo observar a linguagem, a postura, as tarefas, as diligência e, assim, analisar até mesmo as áreas pelas quais se interessa.

Vale ainda lembrar que tudo o que for realizado como correspondente jurídico irá fazer parte do currículo, garantindo ao novo advogado uma experiência que ele próprio foi buscar.

A atuação como correspondente jurídico, entre outras coisas, também favorece o novo advogado com acréscimo de contatos ao seu network. Assim, pode ter condições de estabelecer parcerias futuras e aproveitar melhores oportunidades de trabalho, desde que tenha executado suas tarefas com a presteza e a agilidade necessárias.

Correspondência jurídica: um reforço nos rendimentos

Na correspondência jurídica, cada diligência cumprida é remunerada de acordo com os valores previamente ajustados entre o advogado e o escritório ou empresa contratante.

Algumas seccionais da OAB já criaram tabelas de valores, que servem como base para a cobrança dos honorários relativos às diligências. Essas tabelas podem ser consultadas pela internet e servem como orientação para o novo advogado correspondente.

O trabalho de advogado correspondente não exige horários fixos ou local determinado para sua execução. Portanto, o advogado pode ter um emprego ou o estudante pode estar fazendo o estágio, ao mesmo tempo em que poderá cumprir com as diligências dentro das suas possibilidades, garantindo, além de tudo, um rendimento extra.

É evidente que, com o tempo e o conhecimento adquirido, o novo advogado correspondente poderá dedicar um tempo maior para a correspondência jurídica. Logo, terá maior retorno financeiro e terá a possibilidade de fazer da correspondência a atividade principal.

Assim, por exemplo, se o novo advogado está pensando em prestar um concurso em vez de procurar emprego, poderá facilmente conciliar as duas atividades. Através da rotina, conhecerá órgãos públicos e suas formas de atuar, trocará informações com os servidores e ampliará seu conhecimento sobre o serviço público.

Correspondente jurídico: possibilidade de primeiro emprego

Diante dessas informações, o novo advogado ou mesmo o estudante de direito não precisa ficar preocupado com desemprego ou ficar procurando áreas diversas de sua formação quando não encontra a melhor opção. A correspondência jurídica permite que ele possa aplicar seus conhecimentos em sua própria área.

Na correspondência jurídica, o profissional ou estudante poderá trabalhar para escritórios de advocacia, para o setor jurídico de empresas distantes de sua comarca e representa-los com a dignidade que a profissão exige.

Obrigatoriamente, o correspondente jurídico não precisa conhecer o processo em sua totalidade. Se for do seu interesse, ele pode se aprofundar no assunto, ganhando a experiência necessária, atendendo às necessidades e se tornando a melhor ferramenta à distância para outros escritórios.

É uma oportunidade que se apresenta de forma única: enquanto trabalha o correspondente jurídico também está adquirindo experiências, abrindo, dessa maneira, um grande leque de possibilidades para o seu futuro.

6 Comentários


  1. Bom dia, muito boa a matéria. Sou recém-formado (julho/2016), contudo sou contador de formação desde 2004 e estou na área contábil desde essa data. Quero militar na seara Empresarial, Tributaria, Trabalhista e previdenciária. Não por acaso essas áreas, mas pelo fato de afinidades e experiencia adquirida ao longo da carreira contábil. Já militava administrativamente com alguns processos para meus clientes contábeis. Estou iniciando na área jurídica mas percebo toda uma dificuldade. No caso da correspondência, vejo que existem vários sites e empresas que oferecem cadastro para correspondentes só que todas cobram valores mensais que para quem está começando fica difícil de arcar. Penso que uma das soluções e ideia seria o pagamento a estas empresas na forma de percentual sobre o valor do serviço de correspondente.

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  2. Apenas advogados ou estudantes de direito podem ser correspondestes jurídicos?

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  3. estou abrindo um escritório de advocacia juntamente com uma amiga do 7o ano de direito ela pode ter seu nome nos cartões de visita como correspondente juridico?

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  4. Estou cursando o terceiro semestre de direito e , não sei como tornar um correspondente jurídico, ou seja co como começar.

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  5. Muito útil essa informação. Me interessei bastante. Ainda estou cursando e gostei dá possibilidade de obter uma ajuda na renda.

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