Ter tatuagens ainda é um problema na área jurídica?

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Para muitas pessoas, as tatuagens ainda são um grande tabu, e isso também ocorre na área jurídica, que é conhecida por manter um caráter conservador e tradicionalista.

O assunto, embora não tão claramente, muitas vezes é discutido, havendo a dúvida se poderia ou não a presença de tatuagens ser um empecilho para exercer a advocacia, ou qualquer cargo público na área jurídica.

É bom salientarmos, no entanto, que existe uma grande diferença entre a área jurídica, que é uma atividade privada, embora tenha caráter de utilidade pública e de função social, enquanto o cargo público tem seus requisitos determinados por edital, não havendo a necessidade de captação de clientes.

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A imagem do advogado é seu cartão de visitas

Devemos entender também que o advogado tem em sua imagem o seu cartão de visitas. Qualquer cliente, quando procura um advogado, antes imagina, mesmo que inconscientemente, que o encontre vestido de terno e gravata, com uma imagem impoluta, mostrando seu profissionalismo.

Analisando por esse lado, uma tatuagem em local mais visível, pode atrapalhar profissionalmente a carreira de um advogado, principalmente se o cliente for uma pessoa conservadora ou com certa idade.

Muito embora uma coisa não tenha nada a ver com outra, ou seja, o fato de um advogado ser tatuado não influencia em nada o seu comportamento profissional e sua competência e capacidade, a presença de uma tatuagem vai passar uma imagem borrada, seja para o seu cliente ou mesmo numa audiência, levantando dúvidas principalmente com relação ao seu caráter.

Um advogado está sempre trabalhando com pessoas e é preciso levar em consideração determinadas cautelas para não ser prejudicado em sua carreira. O advogado deve sempre se lembrar de que a imagem que passa ao cliente é o passaporte para conseguir fechar qualquer contrato.

Embora possamos ter consciência de que a tatuagem não influencia em nada o comportamento de uma pessoa, muita gente ainda carrega preconceitos contra tatuagens e contra gente que carrega tatuagens.

Assim, infelizmente, é necessário admitir que, nos tempos atuais, a tatuagem ainda se mostra como um tabu e que um desenho mais visível na pele pode atrapalhar a vida profissional de um advogado.

5 Comentários


  1. Senti uma certa dose de preconceito nas colocações, embora concorde que tatuagens podem gerar alguma resistência por parte de pessoas com idade mais avançada, ou com um conservadorismo um tanto vetusto.
    De qualquer forma, penso que qualquer um, não apenas advogados, deve ter em mente que tatuagens são para a vida toda e que, discrição, nunca é demais.
    A pessoa que vive de sua imagem pode ter suas tattoos, sem problema algum, mas, ao mesmo tempo não deve desejar chocar ou chamar a atenção com sua “body art” em lugares aparentes ou até esdruxulos.
    Concordo que um advogado, ou qualquer outro profissional das chamadas atividades “solenes”, não necessita se tatuar na cabeça, no rosto, nas mãos ou qualquer outro lugar “que não tenha jeito”…

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  2. E visivel o preconceito entre as frases delineadas, deveras vezes condizem com uma especie de afastamento das opinioes contrarias, nao existe duvidas razoaveis quanto a discriminação por ser tutuado, ou seja, quando dito ao proficionalismo ter a imagem tradicional, vemos uma tendencia erronia no texto, nao se espera isso de um advogado, o que se pretende e resposta, e que venha com uma serie de conforto e satisfação ao cliente.

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  3. Apesar da minha opinião ser no sentido de quê não se mede o caráter e competência de um profissional, seja em que área for, se ele tem tatuagens ou não, acredito que a discrição ainda seja a melhor solução, principalmente para quem atua na área jurídica.

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  4. Não seria mais interessante vencer o preconceito e quebrar este tabu, ao invés de tolher a sua liberdade individual em função desse conservadorismo na profissão? Achei o texto muito infeliz, esperava uma boa reflexão… A todo momento dizendo que a tatuagem não influencia no caráter do profissional advogado para colocar panos quentes no preconceito existente, mas concordando com a sua existência. É absurdo pensarmos que o preconceito vai se extinguir por ele mesmo. Devemos concorrer para isso. Devemos demonstrar que ele não deve prevalecer à nossa liberdade.

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