Como funciona o Exame da OAB: guia definitivo

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A OAB – Ordem dos Advogados do Brasil é o órgão responsável pela disciplina, ética e orientação dos advogados e, para exercer a profissão, um bacharel em Direito deve passar no exame da ordem e manter sua inscrição na entidade regular.

O Estatuto da OAB, promulgado pela Lei n° 8.906/94, estabelece os requisitos para que bacharéis em Direito se inscrevam nos quadros da entidade e um dos requisitos é a aprovação no denominado Exame.

O Exame da Ordem é aplicado em torno de três vezes por ano para todos os bacharéis em Direito, tendo como principal objetivo aferir a capacitação necessária para que o formado em direito possa exercer a sua profissão na advocacia.

Entenda o Exame da OAB

O Exame da OAB é dividido em duas fases, sendo ambas de caráter eliminatório. A primeira fase é a prova objetiva, que possui cerca de 80 questões sobre os temas abordados em todas as disciplinas obrigatórias dos cursos de Direito.

Para os bacharéis, a prova objetiva exige revisar todos os conteúdos estudados ao longo de sua graduação, já que são apresentadas questões sobre todas as matérias.

É importante que o candidato se prepare com antecedência, inclusive fazendo um curso específico sobre o Exame da Ordem, no caso de possuir alguma dificuldade em qualquer matéria. Não adianta, para o candidato, utilizar apenas alguns dias para tentar rever todo o conteúdo, principalmente quando está fazendo o Exame pela primeira vez.

Matérias da prova objetiva do Exame da OAB

Segundo as análises feitas por advogados e por orientadores de cursos sobre o exame da Ordem, as últimas provas apresentaram as seguintes quantidades de perguntas sobre as disciplinas:

  • Ética: 10 questões
  • Filosofia do Direito: 2 questões
  • Direito Constitucional: 7 questões
  • Direitos Humanos: 3 questões
  • Direito Internacional: 2 questões
  • Direito Tributário: 4 questões
  • Direito Administrativo: 6 questões
  • Direito Ambiental: 2 questões
  • Direito Civil: 7 questões
  • Estatuto da Criança e do Adolescente: 2 questões
  • Direito do Consumidor: 2 questões
  • Direito Empresarial: 5 questões
  • Processo Civil: 6 questões
  • Direito Penal: 6 questões
  • Processo Penal:; 5 questões
  • Direito do Trabalho: 6 questões
  • Processo do Trabalho: 5 questões

Para conseguir um ritmo de estudos coerente e poder revisar todas as matérias, o candidato deve estudar pelo menos quatro disciplinas por semana.

Na prova objetiva, o candidato não pode utilizar qualquer material de consulta, sendo aprovados todos os candidatos que atingirem o mínimo de 50% de acertos nas questões válidas.

Assim, é importante que o candidato tenha um período de estudos e de revisão adequado, analisando todas as disciplinas estudadas durante o curso para conseguir aprovação.

Segunda fase: prova prático-profissional

A prova da segunda fase, denominada prova prático-profissional, tem um valor de 10 pontos, sendo aplicada apenas aos candidatos aprovados na primeira fase.

A prova é composta de duas partes distintas, contemplando a área de opção do candidato, escolhida no ato de inscrição, podendo ser as seguintes áreas: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito do Trabalho ou Direito Tributário.

A prova possui conteúdo acompanhado de seus correspondentes direitos processuais.

Na primeira parte da prova da segunda fase, os candidatos devem fazer a redação de uma peça profissional privativa de advogados, como uma petição ou um parecer, com a validade de 5 pontos.

Na segunda parte, o candidato deverá responder quatro questões práticas sob a forma de situações-problema.

Uma das recomendações dos especialistas em Exames da Ordem é que o candidato dê especial atenção à leitura do Código de Ética e Disciplina da OAB e que faça o máximo possível de simulados.

A resolução de simulados é fundamental para conseguir aprovação, já que, além de servir como comparativo para analisar os próprios conhecimentos, o candidato irá fazer a prova sob as mesmas condições que irá enfrentar do dia do exame, servindo como treino e como meio de manter o controle emocional.

O simulado, além disso, também é um meio de medir o tempo que o candidato leva para responder todas as questões, podendo se adequar ao tempo real da prova.

Para candidatos que não estejam fazendo algum curso preparatório, a internet apresenta os simulados dos últimos exames, que podem ser baixados para uso.

Os especialistas em exames da OAB aconselham que o candidato não perca a calma e que não tentem aprender conceitos que não estudaram. O melhor é fazer a revisão e treinar o raciocínio para o estilo da prova.

Na prova prático-profissional, o candidato terá permissão para consultar apenas a legislação, sem qualquer comentário ou anotação, referente à sua área de opção. A nota exigida para aprovação na segunda fase deve ser igual ou superior a 6 pontos.

Se não conseguir ser aprovado, não desanime! Confira aqui algumas dicas para tentar melhor sorte na próxima.

11 Comentários


  1. o exame é covarde e cruel – OAB E FGV MANIPULA O MERCADO SÓ NÃO VER QUEM NÃO QUER.
    OBS: FIZ O EXAME E PASSEI, MAS, NÃO ME SINTO MELHOR DOS QUE NÃO PASSARAM. ESSE É O MAU DO SERES HUMANOS, EU CONSEGUIR, QUE SE LASQUE O RESTANTE.
    Enfim, gostaria de deixar registrado aos amigos que ainda não passaram, concentração porque a prova é maldosa e não avalia conhecimento. SIMPLES ASSIM!!!!!

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    1. amigo, se você, que nãos abe escrever corretamente na sua língua de origem, passou, é sinal de que a prova não é tão covarde assim…

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  2. Não sou Advogada,más não concordo que o Advogado é obrigado á fazer curso para exercer a função,uma vez que os medicos se forma e vai direto exercer a função e ele vai mecher com vidas,fazer cirurgia pega o diploma e vai atuar já direto com bisturi cortando o ser humano, já é DOUOTRES e os AVOGADOS SÓ É BACHAREL,sei ele faz residencia más na pratica.
    Pq o Advogado não estuda cinco anos não vai colocar a vida de ninguem em risco e é obrigatorio prestar curso da O A B .Sinceramente eu acho isso totalmente errado é apenas uma forma de tirar dinheiro dos coitados que fica até sem comer para pagar a faculdade.E depois ainda tem essa enganção.quero que alquem me prove q fazendo este curso o candidato vair ser um bom Advogado.ele só vai aprender na pratica ,exatamente como os medicos e eles não vai correr o risco de matar alguem.Más creio q isso vai acabar. esta com os dias contados.

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    1. Querida amiga virtual, sou Estudante de Direito respeito seu ponto de vista sobre exame que se refere e também quando relata sobre a questão medica, mais pensa comigo. Uma mãe de família que é violentada irá querer vê ló individuo na prisão, Então nada melhor esta preparado para fazer justiça, sendo assim é necessário fazer exame de ordem.
      Sobre a questão medica eles passam, mais tempo para estudar em período integral, também e prestado provas para atual em sua Profissão, Assim também somos nos Estudantes de Direito, temos que rever novamente todo conteúdo para sair e fazer justiça com coerência

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    2. Sou bacharel em direito e concordo com vc.
      Realmente passei fome pra pagar meu curso, ainda nao tenho a carteira, estou sem trabalho.
      Mas conclui, infelizmente varias pessoas nao conseguem concluir.

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    3. Estou no último ano de direito, e já passei na primeira fase do exame da ordem, mas desde o primeiro ano sempre fui a favor do exame da ordem. O ensino jurídico no País tem sido banalizado cada dia mais pelos políticos e seus ministérios (MEC) e o lobby do empresariado da educação, abrindo de maneira desregrada “Faculdades de Direito”. Sendo assim, para entrar na faculdade de direito qualquer pessoa entra, então a saída é restringir a prática da má advocacia (imperícia) com o exame da ordem.
      Acrescento que, o curso de medicina deveria também ter um exame parecido ao final , como já vem sendo aplicado (apenas para caráter estatístico, por enquanto) pelo Cremesp em SP.
      Enfim, acredito que a medida não é abrir as “porteiras” e sim restringir, começando pelo MEC e suas aberturas de cursos, como fez recentemente autorizando a abertura de Curso superior para tecnólogo em serviços jurídicos.

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    4. Querida, os médicos para serem médicos precisam ter o C.R.M., assim como o advogado precisa ter a carteira da O.A.B.
      A diferença é somente a área de atuação, mas, as duas mostram realmente se o cidadão está apto a exercer sua função como um profissional de qualidade.
      Passar bem <3

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  3. Fui informada que estando no 4°ano do curso de Direito poderei já prestar a prova da OAB!!isso é verídico ??

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    1. Não a informaram errado, você pode sim realizar a prova porém só em caráter treineiro, ou seja, mesmo que você consiga a pontuação exigida não conseguirá a aprovação da OAB. Sendo possível a aprovação somente a partir do 9º semestre, desde que você esteja devidamente matriculada.

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