Lawtechs e legaltechs estão mudando o mercado jurídico

Por | 2018-03-16T13:26:16+00:00 16 de janeiro de 2018|

Da mesma maneira como o e-commerce revolucionou o mercado varejista, as lawtechs e legaltechs estão começando a mudar o mercado jurídico, trazendo uma nova dinâmica para escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e, até mesmo, para a vida de pessoas físicas e de empresas em geral que utilizam serviços jurídicos.

Já falamos aqui no blog sobre o conceito de Lawtechs e legaltechs, esclarecendo que são empresas voltadas para o mercado jurídico, geralmente, startups criadas especificamente para desenvolver produtos e serviços para este segmento.

A revolução que as startups estão criando no mundo jurídico, no entanto, não significa que os sistemas criados possam, no futuro, substituir o advogado por um computador. Esse é um cenário um tanto fantasioso. Como aconteceu em outros mercados, o profissional não pode ser substituído, embora possa sofrer por não poder enfrentar a competitividade do mercado se não se mantiver atualizado.

Lawtechs e legaltechs: explorando deficiências do mercado

O que as legaltechs ou lawtechs estão fazendo é explorar deficiências apresentadas pelo trabalho no mundo jurídico. Atualmente, para facilitar as atividades diárias de um escritório e para oferecer melhor acesso a justiça às pessoas, as soluções desenvolvidas atendem a uma necessidade do próprio mercado jurídico.

Por isso, esse tipo de empreendimento vem ocupando cada vez mais espaço, fornecendo produtos e serviços que realmente atendem às necessidades dos profissionais de Direito de foma inovadora e tecnológica.

Apenas durante o ano passado, pelo menos 30 empresas deste segmento se uniram para formar a primeira associação do ramo, a AB2L. A gente também explica isso melhor neste artigo que conta como o ano de 2017 foi relevante para legaltechs e lawtechs.

Pela AB2L, os desenvolvedores das startups estão tirando as dúvidas dos escritórios de advocacia e dos departamentos jurídicos sobre as soluções apresentadas, esclarecendo, principalmente, que essas soluções não são serviços customizados, o que é importante ressaltar, já que cerca de 60% dos escritórios procuram serviços personalizados quando pensam em trazer inovações tecnológicas aos seus serviços.

Esses os serviços mais específicos para cada escritório não são o objetivo das legaltechs e lawtechs. Elas procuram soluções em produtos escaláveis, para que possam atender diversos tipos de escritórios, profissionais jurídicas e problemas da sociedade em geral.

Lawtechs e legaltechs não querem substituir advogados

Ao contrário do que os mais conservadores argumentam ou temem, esse tipo de empreendimento não tem como objetivo substituir os advogados, pelo contrário, procura trazer soluções e ferramentas para facilitar a vida dos profissionais jurídicos dos mais diversos ramos de atuação.

Os sistemas informatizados e a inteligência artificial são voltados para reduzir o tempo de serviço gasto com atividades repetitivas e automáticas. Com a economia desse tempo e esforço, o advogado pode direcionar sua energia para na busca por soluções para problemas que realmente sejam importantes e de sua competência.

As legaltechs e lawtechs nacionais, ao contrário da tendência apresentada pelo mercado jurídico norte-americano, mais voltadas para o sistema de “faça você mesmo”, vem buscando complementar a atividade dos profissionais do Direito.

Dessa forma, mesmo em soluções de serviços voltadas para o público em geral, as startups jurídicas do Brasil não dispensam a presença de um advogado para intermediar a relação entre a pessoa e a Justiça.

A maior parte das legaltechs e lawtechs brasileiras buscam oferecer uma forma mais prática para que o advogado possa gerar seus documentos e contratos, além de permitir melhor gerenciamento de processos e de clientes.

Com essa forma de trabalho, essas empresas estão inovando o mercado jurídico e permitindo que o advogado possa se dedicar não apenas aos seus clientes, mas também ao seu próprio aperfeiçoamento.