Valor da consulta do advogado: Devo cobrar? Quanto?

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No caso de uma consulta com um médico, todos têm consciência de que devem ter de pagar pela consulta. O mesmo acontece com outros profissionais ligados à saúde física e psíquica, ou quando precisamos fazer um orçamento e somos informados de que o orçamento será cobrado.

Na profissão de advogado isso geralmente não acontece. Pessoas que procuram advogados acham que uma simples consulta não deve ter pagamento, que é apenas uma busca como no Google, que pode ser feita gratuitamente.

A consulta de advogado tem uma tabela mínima, determinada pela OAB, com valores diferentes em cada Estado Brasileiro e, se analisarmos com critério, é um valor devido, uma vez que o cliente está buscando uma solução para seu problema.

Mas, convenhamos: é válido cobrar consulta de todos os clientes, sem verificar caso a caso o que deve ou não ser cobrado? Mesmo que saibamos que, como todo e qualquer profissional, o advogado tem seus custos, precisa sobreviver, a cobrança da consulta é necessária em qualquer situação?

Com relação a isso, o que podemos afirmar que é o advogado deve ter o discernimento, ou seja, nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Existem casos em que é impossível cobrar pela consulta. Quando, por exemplo, o advogado está trabalhando para pessoas que não possuem renda e precisam dos serviços na área do Direito para conseguir os seus direitos, não há como cobrar uma consulta.

Nesse caso, qual a solução para o advogado?

Nada muito complicado. Aliás, é bastante simples: depois da análise do caso e verificando as reais condições de conseguir sucesso na empreitada, o advogado pode simplesmente aumentar o seu percentual de honorários, que será descontado ao final do processo, sempre lembrando é claro dos limites estipulados pela Tabela de Honorários e pelo Código de Ética da OAB.

Com a grande vantagem que, conseguindo resultados positivos, o advogado terá recomendações para outros clientes, ou seja, o simples fato de não cobrar um valor de consulta não irá representar uma perda, mas se tornará um investimento.

Outros casos podem demandar a necessidade da cobrança da consulta e, retornamos ao ponto que já comentamos: a cobrança ou não da consulta depende não somente de cada caso tratado, mas – e principalmente – do discernimento do profissional de Direito.

E você? Como age nesses casos?

16 Comentários


  1. Nossa senhora; advogados são mortos de fome ou quê?. Como em todo serviço tem de cobrar no final! Esse código de ética da OAB é baixo, tabelar os honorários de advogados colocando limite por baixo é supor de que hasta o advogado mais ruim merece esse valor. Junto com os médicos, vcs se aproveitam dos problemas das desgraças das pessoas para viver bem.

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    1. Nossa Senhora digo eu…. Se vc soubesse como funciona a coisa não julgaria dessa forma !!!!! Certa vez montei um escritório em frente ao Fórum de uma cidade que não direi o nome, não havia um dia que não vinha alguém querendo saber algo, como deveria fazer ….. a maioria só queria saber se seu advogado estava fazendo o correto e porque estava demorando tanto. Certa vez perdi duas horas com uma pessoa, que quis contar a historia e ficar questionando sobre vários outros assuntos, pra no final dizer que ja tinha advogado e queria saber se o advogado estava agindo corretamente. Isso aconteceu varias vezes. Pior quando te ligam fora de hora ou em feriados pra saber como fazer ou o que fazer referente a determinada situação. Foi que a gente colocou uma plaquinha dizendo que consulta era cobrado e apenas com hora marcada.

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  2. Entendo que tempo é dinheiro. Você estuda 5 anos, faz 1,2, 3 especializações etc. Você para tudo que está fazendo para estudar o caso do seu cliente. Se você der uma resposta errada, você complica a sua reputação e a vida desse cliente.
    Existem pessoas que pulam de galho em galho (de advogado em advogado), até terem certeza de um posicionamento e no final, vão em busca do “mais barato”, que não necessariamente é o profissional de advocacia, mas, por exemplo, um contrato de banca de jornal, um contador ou o primo corretor de imóveis, que acha que sabe fazer contrato. Penso que devemos cobrar a consulta (TABELA DA OAB)e caso o cliente realmente feche com você a causa, poderá abater o valor da consulta. Se procedermos assim, todos saem ganhando.

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  3. Sim concordo com a cobrança, mas consulta é raro pessoal. Consulta mesmo só fiz uma na vida, essa que falei. Demais são atendimentos, é a primeira vez que vejo o cliente, que ele me vê, nem sei se tem possibilidade jurídica do pedido, se quero advogar para ele, se ele tem dinheiro para me pagar, isso é atendimento, é a triagem. A consulta é quando não há intenção de contratar, e já está específico o que se deseja. Se a pessoa começa a querer o caminho eu não mostro e encerro o atendimento dando valor e condições. Eu nunca falo o caminho, nunca falo o nome das ações, das peças. Para leigo eu falo com propriedade, mas sem demonstrar no detalhe o que será feito. Agora comparar consulta médica a um primeiro atendimento de um advogado não tem nada a ver, médico não vai decidir se quer te atender, se foi com sua cara, etc. a consulta é um fim em si mesmo, confere hipótese diagnóstica. C

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  4. Sem dúvidas a cobrança é devida. como profissionais do direito dispensamos nosso tempo para ouvir o pretenso cliente e responder as suas indagações com relação ao seu direito. Olha e não são poucas as indagações, por vezes querem nos colocar de ponta cabeça para tirar o máximo de informações e ainda questionam o que já trouxeram em mente e o que já ouviram nos veículos de comunicação. É duro ser advogado, e já milito há 35 anos e por cerca de 30 não cobrei a consulta, mas já venho utilizando esta prática, certa de que sem ou com a cobrança o valor que você terá será na solução do problema ao final. Vou iniciar a incluir no contrato a cobrança de consulta no final da demanda, para os clientes hipossuficientes.

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  5. Se o cliente não tem condições de arcar com as despesas da consulta, que procure a Defensoria Pública. Eu até ouço alguns clientes sem cobrar para analisar a situação e respondo sem dar consultoria se há possibilidade de ação, porque não discuto teses jurídicas com as partes, geralmente quem realmente contrata quer saber se tem chances de ganhar a ação e coisas assim e assina logo o contrato, não fica questionando, quem muito questiona só quer tirar dúvidas. Se a pessoa insiste em fundamentações, eu digo que é um consulta e falo o valor, pois na defensoria a consultoria é gratuita! (Vou adotar, de cobrar a consulta no final também, mas só tiro dúvidas depois do contrato assinado, pois meu escritório é num Centro Comercial, e muita gente só entra pra espicular)

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  6. Analisando como Advogado, vejo que a cobrança é totalmente plausível, haja vista que desde o primeiro contanto entre Cliente-Advogado já sujeita o profissional ao trabalho, ainda que numa consulta. Quanto a isto, em nada me oponho. Quero aqui pensar como Cliente. Olhar com os olhos deste, que ao procurar um profissional, não terá o amparo do CDC caso seja vítima numa consulta de um profissional despreparado. Certamente, leigo como o é, terá lançado seu dinheiro no lixo, não terá como pleitear o não pagamento dos valores cobrados até mesmo pela sua própria ignorância. Seria primoroso que, o profissional do direito, pensasse nessas questões, posto que quem procurar um advogado, procura uma voz que fale “per si”. Alguém que olhe para seus direitos como sendo os direitos dele próprio.

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  7. Penso que em certos casos fica difícil cobrar pela consulta, entretanto,
    tenho resolvido essa questão incorporando à consulta e esclarecimento de dúvidas uma cobrança de taxa “honorários pro labore” para fazer a Ação e dar andamento.

    Em verdade, os clientes desejam sempre o resultado e nós profissionais do Direito atuamos na
    atividade meio que precisa ser remunerada. Comparar atividade jurídica com consulta médica talvez não seja a solução mais adequada, todavia, lembramos, que trabalho é igual a remuneração e se não cobrarmos o cliente simplesmente não paga.

    Abraços a todos.

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  8. Com respeito ao demais colegas de profissão, mas estudei, me especializei, me dedico a minha profissão de advogado como profissional da áreas que atuo.

    Portanto, meu trabalho não tem preço, mas sim – VALOR -; neste sentido , quem quiser contratar meu trabalho, caso a caso, que pague meus honorários, seja em consulta (descontado do valor dos honorários posteriormente contratados em relação à ação).

    Caso contrário, com o devido respeito ao demais “colegas”, em observância à nossa legislação de conduta e ética, se atuam de forma diversa a esta, “talvez” devessem mudar de profissão.

    Não é ético, muito menos profissional, nos vendermos ao preço de nada.

    Meu trabalho tem valor. Espero que aos demais colega, também o tenham.

    João

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  9. Embora entenda ser plausível a cobrança da consulta, visto que o profissional do Direito se debruça sobre livros e demais meios de estudo, assim como outros demais profissionais liberais. Mas, necessário avaliar a situação do País, época difícil, e s quantidade aviltante de profissionais da área que as faculdades despejam no mercado sem a menor qualificação para tal. Ou seja, se formos ao céu, haverá outro colega advogado que irá atender aquele possível cliente por valor bem abaixo do cobrado; se formos ao inferno, nossa categoria certamente não será valorizada. Então, vejo que o correto a se fazer é que esta regulamentação parta do órgão fiscalizador, de forma incisiva. Mas, cada caso é uma vertente.

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    1. Da mesma forma que os médicos cobram as consultas os advogados deveriam cobrar também, mas como disse o comentário antecedente poderá ser acrescentados aos honorários dentro da tabela fornecida pela Ordem dos Advogados do brasil, porque o processo é diferente da consulta médica que o cliente no caso saúde pega à receita e as vezes não volta mais.

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  10. Interessante a regra de incluir no final da ação, além da porcentagem no êxito, um valor referente a consulta não cobrada no inicio, e acrescento, deve ser corrigido da data da consulta de fato até o efetivo pagamento.
    Vou adotar.

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  11. Complicado, pois já vi em escritório de Advocacia tabuleta especificando: Consulta R$ 300,00. E agora José? Acordo que qualquer consulta deve ser cobrada, mas não com preço tão alto para a maioria dos padrões. A cobrança se estenderia inclusive aos pobres, com a explicação que no seu caso, será abatida no final da ação, junto com os Honorários Advocatícios.

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  12. O artigo acima reflete a situação fática de nosso país, o médico e outros profissionais de saúde esgotam o exercício de sua profissão na consulta, o tratamento é feito em casa geralmente, já o advogado não, a consulta para o advogado, geralmente é o primeiro passo de um longo processo que pode demorar mais de uma década para ter solução final, portanto, embora cobrar consulta seja a regra, há que se analisar caso a caso, e não se pode comparar as consultas profissionais de advogados com as da área da saúde.

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  13. Bom dia!

    Nunca cobrei honorários para consulta e nem mesmo aumentei os honorários por conta disso , porque na minha cidade (Cachoeiro de Itapemirim-ES) esta prática não é comum e os meus clientes, na maioria das vezes, não tem condições financeiras para pagar..

    Mas depois dessa leitura, vou pensar na possibilidade de aumentar os honorários ao final do processo. Obrigada pela dica.

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  14. Acredito que a consulta deve ser avaliada caso a caso, em regra deve-se cobrar, porem, principalmente em casos trabalhista que os honorários se dá no sucesso da causa e geralmente quem busca o advogado são pessoas de baixa renda, não é costume a cobrança.
    Já nos demais casos como nas áreas cível e penal é recomendado que se cobre e de comum acordo se abata ao final caso seja contratado para tocar a possível causa. Outro ponto é o valor a ser cobrado, muito se analisa a que se refere, qual o grau de conhecimento necessário aquelas informações, se é um especialista no assunto, se irá emitir um parecer verbal ou escrito, são pontos a observar.
    Analisemos, que outras profissões como um médico por exemplo, você paga um consulta em torno de R$ 300,00 por 2 a 5 minutos na sala, obtendo informação genérica e mau humorada do profissional, sobre um determinado exame que ele mesmo lhe pediu. Logo, ele está correto em cobrar? Sim, acredito que esta no direito dele médico, porem o cliente tem a liberdade de decidir antes de procurá-lo se paga ou não, se irá se frustar com as informações não se sabe, pois muitos buscam noticias boas o que nem sempre ocorre.

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