Gestão do conhecimento na estruturação de equipes no escritório de advocacia

Por | 2017-12-11T15:09:24+00:00 11 de dezembro de 2017|

Existe uma grande diferença entre conduzir uma equipe já formada e estruturada e começar uma equipe a partir do zero. Até mesmo a substituição de uma pessoa na equipe vai exigir muito do coordenador, que deverá analisar todas as características do novo profissional, somente o escolhendo após identificar sua capacidade de trabalho e seu potencial de desenvolvimento.

Ao assumir uma equipe já montada, o gestor possui uma estrutura pronta, precisando preencher determinadas posições ou fazer algumas substituições. Se vai montar uma equipe do zero, não terá nem mesmo as posições definidas e, mesmo que o tivesse, não poderia preencher todas ao mesmo tempo.

O perfil de cada integrante de uma equipe é bastante diferente um do outro. Alguns podem até mesmo se mostrar totalmente incompatíveis. Ou seja, ao mesmo tempo que podemos ter numa equipe pessoas facilmente adaptáveis, podemos também precisar de pessoas mais audaciosas e independentes. Tudo depende da necessidade.

Como gerenciar a diferença na estruturação de equipes?

Na equipe já montada, o trabalho é focado em metas que, mesmo não sendo atingidas, permitem a continuidade dos trabalhos. Numa equipe que está sendo montada, os próprios desafios de sua estruturação tornam-se as metas.

Em ambos os casos é preciso vencer os desafios, conseguindo os resultados esperados, com espírito de competição e colaboração, permitindo que todos possam se integrar de forma coesa, unindo seus esforços em torno dos objetivos.

O gestor da equipe é quem deve liderar os processos, exercendo suas competências, seus conhecimentos e habilidades. Quando a equipe está formada, é função do líder otimizar as atividades para alcançar o máximo de cada integrante da equipe.

Ao construir uma equipe, o gestor vê-se à frente com o trabalho de desenvolver as pessoas enquanto estrutura sua equipe.

Com a estruturação de uma equipe, obter o seu melhor desempenho é fazer com que os talentos de cada integrante sejam colocados à prova, estabelecendo uma estrutura própria. Assim, mesmo duas equipes voltadas para um só objetivo podem ser totalmente diferentes entre si.

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O gestor de equipes deve aplicar a gestão de conhecimentos para todas as necessidades, desde saber se precisa de uma equipe para uma estrutura já existente, até o momento de criar uma estrutura para a equipe, onde cada talento deverá ser melhor empregado para atingir os objetivos.

A gestão do conhecimento para as equipes

Tudo o que analisamos até agora tem a ver com a gestão do conhecimento, que pode ser considerada como um conjunto de procedimentos e de atividades, aplicados para descobrir, organizar, armazenar e compartilhar o conhecimento dos integrantes de uma equipe.

O conhecimento pode se relacionar tanto a um produto quanto à experiência entre as habilidades de diversos colaboradores. A gestão de conhecimentos é algo ligado ao capital intelectual, à educação corporativa e à inteligência empresarial.

A gestão de conhecimento pode ser aplicada com excelentes resultados num escritório de advocacia. Para os advogados, existem três tipos de conhecimentos compartilhados num mesmo escritório: o material criado pela equipe, a experiência dos profissionais que ali trabalham e o conhecimento obtido através do trabalho de colaboradores.

O primeiro deles, evidentemente, é o conteúdo acadêmico, aprendido na faculdade e nos livros, artigos e material estudado. Esse é um tipo de conhecimento que pode ser adquirido.

O segundo, no entanto, é o conhecimento de cada profissional, que não pode ser adquirido, mas sim transmitido de profissional para profissional, sempre ao longo do trabalho conjunto, trocando experiências.

O terceiro tipo de conhecimento é aquele vindo dos processos, das peças e pareceres, que podem ser melhorados a partir do primeiro e do segundo tipos de conhecimento. Ou seja, é a consequência da gestão de conhecimento aplicada no escritório.

O escritório de advocacia que aplica a gestão de conhecimento torna-se mais competitivo, aumentando a qualidade dos seus serviços, conseguindo maior produtividade e melhorando a gestão dos procedimentos internos.